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Da placa verde ao controlador pronto.
A placa nua é uma lâmina de fibra de vidro com trilhas de cobre impressas e nenhuma peça soldada. Ela chega a Amberg em pacotes, separada por modelo, e é a matéria-prima de todo controlador.
O montador do início da linha confere o modelo na tela, pega a placa e a encaixa no carregador da esteira. A partir daí, a placa só volta a encontrar mão humana na embalagem ou numa inspeção pedida pelo sistema.
Cada placa leva um código impresso, lido por scanners ao longo do caminho. O código diz à máquina seguinte qual componente pôr, em que posição e com qual programa de solda.
Em seguida vem a SMT (montagem em superfície, o método de soldar peças minúsculas direto na face da placa). As máquinas de pick and place (pega e coloca) posicionam milhares de componentes por hora, cada um menor que um grão de arroz.
Os componentes chegam enrolados em carretéis, fitas plásticas com centenas de peças em fila. Trocar o carretel vazio a tempo, sem parar a máquina, também cabe a gente de carne e osso.
Depois vêm o forno de refusão, que derrete a pasta de solda, e a inspeção óptica, uma câmera que compara a placa com o desenho original e aponta qualquer peça torta.
Na saída da esteira, o controlador montado passa por testes elétricos automáticos, recebe a carcaça e segue para a expedição, com o histórico de cada etapa gravado no sistema pelo código da placa.
Antes: em 1989, a montagem dependia de mais passos manuais, como conferências visuais e transporte de lotes entre estações
Depois: o sistema rastreia cada placa pelo código, e o funcionário cuida da entrada, da programação e da exceção
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“Máquinas e computadores cuidam sozinhos de cerca de 75% da cadeia de valor.” Revista Pictures of the Future, da Siemens, 2014.
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O mesmo texto da revista afirmava que a fábrica atingia 99,99885% de qualidade, ou pouco mais de 11 defeitos a cada milhão de operações.
Os 25% restantes são trabalho humano espalhado pela planta: programar as máquinas, preparar os carretéis de componentes, resolver falhas e decidir quando parar uma linha.
Há ainda a manutenção. Um bico de sucção entupido numa máquina de pick and place derruba componentes por minutos até alguém trocar a peça, e esse alguém conhece a máquina pelo barulho.
O montador da entrada segue sem nome nos registros públicos. Nem a Siemens nem a imprensa que visitou Amberg identificaram quem faz o gesto, e a empresa não divulga quantas pessoas se revezam no posto por turno. O que se sabe é a função, descrita pela própria Siemens em reportagens e vídeos da planta.
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